Solenidade do Santíssimo Redentor

Solenidade do Santíssimo Redentor

Seguindo o Redentor
A responsabilidade de cumprir a finalidade e a razão de ser da Congregação na Igreja é de cada um de nós

Pe. Fábio Bento da Costa CSsR
(Superior Provincial dos Redentoristas de Goiás)
 

Neste terceiro domingo de julho vamos celebrar o Santíssimo Redentor. Ninguém de nós pode esquecer de que consagrou a vida para ser e agir como discípulo missionário do Santíssimo Redentor. Arraigados no amor do Redentor, nossos corações transbordam de amor. Esse amor se manifesta pelo nosso zelo apostólico e pela disponibilidade para a missão. O Papa Bento XVI diz que “quando o discípulo está apaixonado por Cristo, não pode deixar de anunciar ao mundo que só Ele nos salva (cf. At 4,12). De fato, o discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro” (DA 146). Essas palavras tocam nossa sensibilidade de homens apostólicos e nos recordam a razão da nossa existência redentorista: “A preferência pelas condições de necessidade pastoral ou pela evangelização propriamente dita e a opção em favor dos pobres constituem a própria razão de ser da Congregação na Igreja e o distintivo de sua fidelidade à vocação recebida” (Const. 5).
A responsabilidade de cumprir a finalidade e a razão de ser da Congregação na Igreja é de cada um de nós. Não se trata de responsabilidade somente institucional. Trata-se, antes, de responsabilidade com a própria vida, pois cada um de nós consagrou-se a Deus pronunciando essas palavras: “... guiado por vosso Espírito, tenciono consagrar-me todo a vós, seguindo de perto Cristo Salvador do mundo. Para realizar isso, livremente escolho neste momento a vida cristã marcada pelos conselhos evangélicos, emitindo para toda a vida os votos de castidade, pobreza e obediência; bem como o voto e o juramento de perseverança, segundo o espírito e a norma da Congregação do Santíssimo Redentor. Igualmente me obrigo nesta Congregação, fundada por Santo Afonso principalmente para evangelizar os pobres, a levar fielmente uma vida fraterna cheia de caridade apostólica” (Fórmula de Profissão Perpétua). Essas palavras foram pronunciadas diante de Deus, com as mãos sobre o Evangelho e na presença de testemunhas da Igreja. Vamos reler com atenção cada palavra e sentir a força que exerce em nossa vida.

(trecho da carta circular de junho, com pequena adaptação do “Rapidinho”)